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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Quem ainda não conhece OSGEMEOS, pintores de arte graffiti?


  A exposição «Pra quem mora lá, o céu é lá», de OSGEMEOS, vai estar no CCB até 19 de Setembro. Os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, conhecidos pelo nome OSGEMEOS, são artistas plásticos brasileiros que se têm dedicado à arte graffiti e as suas pinturas podem ver-se em muitas cidades do mundo. Em Lisboa, estão na Avenida Fontes Pereira de Melo, num prédio devoluto. Procurem que encontram!
  As fotografias deste post foram tiradas à exposição do CCB.  


Esta exposição encontra-se apenas em duas salas, recheadas de pinturas e de objectos(guitarras, radios antigos, casas,...), constituindo uma instalação que nos traz cenas da vida de bairros pobres do Brasil, cenas de amor, cenas da vida em família, cenas de divertimento, cenas de miséria,  instantes de quem mora lá. 


   Por vezes num estilo mais onírico, outras vezes mais naif (reparem nos pezinhos das crianças, metidos para dentro, e a forma como escondem as caras), OSGEMEOS conseguem mostrar-nos a timidez destas pessoas, a falta de saúde (o amarelo baço dos seus rostos), a falta de dinheiro (a magreza e os remendos nas roupas), mas também a humanidade que se mantém nos gestos de carinho e de afecto.


  As casas que se encontram no tecto, com os sapatos à porta, as galinhas, o bacio, mostram as intimidades do quotidiano e abrem as portas ao imaginário de quem as observa.
  Qual a dimensão da felicidade da gente que mora nestas casas?
  Mas o amor triunfa na imagem de cima!





  A exposição  vê-se em pouco tempo e fica-se com uma sensação da festa que a vida é, mesmo quando desfavorecida.


segunda-feira, 26 de abril de 2010

No jardim do Museu da Cidade - Bordallo Pinheiro e Joana Vasconcelos


  Joana Vasconcelos criou uma instalação encantatória de peças de Bordallo Pinheiro - peixes, lagostas, rãs, lagartos,
cavalos-marinhos, macacos, cobras, cogumelos, etc.
  Num jardim de Buxo, cheio de pequenos lagos, estes animais nadam, trepam pelas fontes, balançam nas árvores, sobem pelas paredes, espreitam no meio do buxo, espantam-nos e encantam-nos.
  Parabéns à  Catarina Portas pela ideia e à Fábrica Bordallo Pinheiro pela produção das peças! E à Joana Vasconcelos pela cor, animação e organização artística deste jardim!
 
    E encantem-se também com os pavões - nunca tinha visto espécimes tão magníficos - que vivem e se passeiam soberbamente neste jardim. ( Os pavões não são de cerâmica!)











Aqui está um dos pavões:

 

  (Fotografias de João Pinho)



 

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Joana Vasconcelos - uma arte respigadora

 
  A exposição da artista plástica Joana Vasconcelos, no Museu Berardo - CCB em Lisboa -, com entrada gratuita, é uma arte feita de objectos utilitários, presentes e passados, restos de tecidos, coisas recolhidas de sótãos, de desperdícios, de restos de colecções, talvez de sucatas.
   Cada instalação deve ser demoradamente observada e o visitante poderá deliciar-se com a sua simbologia. Do sofá de aspirinas e da cama de valiuns à burca e à carrinha com senhoras de Fátima, muitos sorrisos se vêem nos rostos de quem olha. 
 Os visitantes podem interagir com algumas das instalações e assim mais se aproximam desta arte que tem, de facto, que ver connosco.
  As fotografias que coloco neste post foram tiradas por um amigo meu numa das visitas que fiz a esta exposição.

 


   









(Fotografias de João Pinho)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A Ilustrarte 2009 termina no Domingo (dia 4 de Abril)

(publico.pt)


  Se ainda não viu a IV BIENAL INTERNACIONAL DE ILUSTRAÇÃO PARA INFÂNCIA, pode fazê-lo até Domingo, dia 4 de Abril, no Museu da Electricidade.
 A Ilustrarte 2009 apresenta trabalhos de 50 artistas de 14 países (150 ilustrações originais)
 Já vi duas vezes esta exposição e, se não aconselhei antes, faço-o agora.
 É pena que a ilustradora Danuta Wojciechowska não esteja presente. Mas está a Teresa Lima e o André Letria. Gostei muito da italiana Anna Castagnoli, entre outros.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Uma pintura de Evelina Oliveira



  Na Arte Lisboa 2009, galeria São Mamede, estavam expostos vários quadros de Evelina Oliveira. Um deles, este, vira-o eu já em finais de Setembro, uma tarde em que caminhava pela rua da Escola Politécnica. 
 Nessa tarde, lembro-me que entrei na galeria, seduzida pelo quadro, e perguntei quem era o autor. Foi então que fiquei a saber da existência de Evelina Oliveira. Não conhecia. No entanto, faz exposições desde 1994. É ilustradora. Teve, recentemente, uma exposição, no Porto, intitulada Paisagens de mim.
  Rocha de Sousa, num artigo que escreveu para o Jornal Letras (6 de Outubro de 2009) sobre a pintura de Evelina Oliveira, com o título Sonhar com os olhos de Alice, diz: «Deformação do visível para que tudo seja menos complexo e opaco como acontece no nosso espaço urbano, carregado de ruídos».
  Deve ter sido esta beleza e delicadeza que se distancia  do rude e grotesco espaço urbano que me atraiu. E me levou a comprar o quadro.
  

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Quick, Quick, Slow - Experimenta Design

Contrariar o tempo é resistir.Esta frase está num cartaz à entrada da exposição que pode ser visitada no Museu Berardo, no CCB em Lisboa. O design dos cartazes de espectáculos, da moda, das corridas de automóveis, o design dos calendários, das capas de discos, de entradas de filmes - filmes de Hitchcok, Metro Goldwin Mayer, Lost in translation, etc. - pinturas de Picabia,enfim, marcos do design do século vinte, podem ver-se ao longo da exposição. Do Tempo de Vanguarda dos anos 50 - viva Dada - até ao Momento Pós-Milénio. Aprende-se a ver o que passou pelos nossos olhos e não retivemos. Até os cartazes da Mocidade Portuguesa com as suas linhas ascencionais nos trazem novidades. Porque, como no poema de Eugénio de Andrade, «Passamos pelas coisas sem as ver/gastos como animais envelhecidos». O design de hoje tem uma história que foi passando pelos nossos olhos desde que nascemos e que esta exposição nos faz rever e interrogar - como foi possível não termos reparado?