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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

LÍBIA - a coragem dos jovens rebeldes de t-shirts e blue jeans


publico.pt

  Hoje é o tempo de elogiar estes rebeldes da Líbia, jovens homens de t-shirts e de blue jeans, sujas e suadas, de cabeças descobertas ou apenas cobertas com lenços ou bonés, que lutam e morrem pelos seus ideais. É o tempo de elogiar este desapego à vida, esta disponibilidade, esta coragem, esta vontade inabalável de mudar um regime, de construir a liberdade, de afastar o símbolo da opressão, o resiliente Kadhafi.
  Excêntrico, sempre na fronteira entre o ridículo e o fascinante, Kadhafi cultivou uma imagem bizarra e carismática que dificilmente admite ter terminado o seu reinado. Nos subterrâneos, sejam eles quais forem, Kadhafi ameaça, apela ao ódio e à guerra, «estrebucha» de forma demasiado deselegante e risível.
  O futuro virá e se verá o que trará, mas as imagens destes rebeldes - HOJE - merecem toda a nossa admiração e elogio!!

publico.pt

sábado, 30 de julho de 2011

NORUEGA - uma democracia exemplar

                                           publico.pt - fotografia de Stoyan Nenov/Reuters


  Muitos são os países cujos governos reclamam a democracia como forma de regime. Mas quantos, perante atos terroristas como os que sucederam recentemente na Noruega, reagiriam como este país e este governo?
  Sete dezenas de jovens noruegueses, entre os 14 e os 18 anos, foram barbaramente assassinados, à traição, a sangue frio, por um louco da extrema direita que odeia os imigrantes, os islâmicos, e que, assim, quis punir e flagelar o seu povo e a democracia norueguesa.
  E qual foi a reação do povo e do governo? Não tem sido o ódio, nem o desejo de vingança, nem a raiva retaliadora que têm norteado os depoimentos, as atitudes, as decisões ou os discursos governamentais.
  A resposta ao terrorismo e ao fanatismo da extrema direita tem sido dada com mais democracia e com maior tolerância em relação ao multiculturalismo, às diferenças religiosas e raciais. A primeira grande cerimónia fúnebre de homenagem às vítimas dos ataques terroristas foi realizada na maior mesquita de Oslo. Não poderia haver resposta mais democrática|
  Eu, que não consigo deixar de sentir ódio pelo execrável terrorista (o primeiro ministro norueguês recusa referir-se-lhe pelo nome, não serei eu que o farei), espanto-me com a tolerância, mas admiro verdadeiramente esta atitude democrática e penso que a Noruega vai ficar na História como o primeiro país que reage democraticamente a um bárbaro ato terrorista.



sábado, 16 de julho de 2011

A SOBRETAXA EXTRAORDINÁRIA (o novo imposto) - e os JUROS e os DIVIDENDOS ficam de fora?!

publico.pt


  A sobretaxa extraordinária em sede de IRS, a pagar até 23 de dezembro de 2011 pelos trabalhadores dependentes e pelos pensionistas e, em 2012, pelos trabalhadores independentes e a recibos verdes, foi apresentada ao país pelo Ministro das Finanças, Vítor Gaspar, no passado dia 14, 5ª feira.
 A performance do ministro parece-me, neste momento, secundária. A lentidão e as hesitações vocais serão, seguramente, ultrapassadas com a rodagem que se seguirá.
 O que me abismou na apresentação deste novo imposto foi o facto dos juros dos grandes depósitos bancários e os dividendos das grandes empresas distribuídos pelos acionistas ficarem isentos de qualquer pagamento. 
 Apetece dizer - «QUE GRANDE LATA!!»
  O regime é capitalista, certo. Mas os tempos são de pré bancarrota e a mudança das regras económicas é absolutamente necessária!!
  Marques Mendes, personalidade do PSD, criticou logo no dia seguinte na TVI24 este absurdo.Que é de um absurdo que se trata!!
  O dirigente sindical Carvalho da Silva criticou o imposto dizendo que o capital fica de fora. Mas a palavra marxista capital é hoje uma palavra vaga, oca. Ninguém fica a saber realmente o que está mal neste imposto. Os dirigentes sindicais têm que ser concretos e apontar os erros em particular. É tempo de abandonar essa terminologia teórica e distante que o povo não entende!!
  Um tal analista e economista Eugénio Rosa, que agora é muito chamado para debates televisivos, entretém-se a lançar poeira para os auditórios, alertando para o desastre económico iminente e defendendo as poupanças. Que poupanças? As poupanças de quem trabalha ou os grandes depósitos de centenas de milhar ou de milhões de euros que resultam de heranças ou da especulação com toda a espécie de origens? Parece-me que o que interessa mesmo a este tipo de comentaristas é confundir, amortecer o povo. E o povo, quando questionado nas ruas pelas televisões diz, ingenuamente, que «Tem que ser!», «Tem que se ajudar o país!» Pois é, mas há os que não têm que ajudar o país...
  É fácil enganar o povo!
  Telmo Correia do CDS dizia ontem num frente-a-frente na Sic Notícias que os portugueses votaram numa maioria que defende os grandes depósitos bancários e, portanto, é natural que o governo os defenda.
  QUE LATA! QUE GRANDE LATA!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Se Nobre tivesse sido nobre ...

 Se Fernando Nobre tivesse mesmo sido nobre:
 
 1º não se teria candidatado a Presidente da República;

 2º teria recusado entrar nas listas do PSD (ou de qualquer outro partido);

 3º teria aceitado quando, no Facebook, foi alvo de insultos e críticas (de tal modo que se viu obrigado a retirar a sua página) que os portugueses não o quisessem na vida política;

 4º não se teria candidatado a Presidente da Assembleia da República (condição para entrar nas listas do PSD!);

 5º teria desistido das suas pretenções a Presidente da Assembleia da República quando todos os partidos revelaram as suas intenções de não o apoiar, inclusive vários membros do PSD;

 6º devia ter desistido logo à primeira volta da sua candidatura a Presidente da A.R.;

7º não teria continuado sequer como deputado da Assembleia da República.

   E porquê? Porque Fernando Nobre tem escrito na cara que não tem qualquer jeito para a política.(ponto final)

 Nota: jeito (neste contexto) significa: coerência e clareza ideológica, sagacidade, fluência, agilidade mental, cultura geral, cultura política, sedução verbal, sedução mímica, convicção, ...

sábado, 11 de junho de 2011

Derrotas e vitórias eleitorais - a democracia tem razões...


     As eleições legislativas de 5 de junho deram uma derrota muito evidente a José Sócrates, secretário geral do PS, que se demitiu minutos depois de serem conhecidos os resultados.
  A aversão a José Sócrates foi crescendo com o decorrer dos anos de poder e, penso, só pelo facto de não haver um líder minimamente credível no PSD nas eleições de 2009, o PS ganhou e José Sócrates continuou no poder.
  A crise económica, o endividamento excessivo, os gastos públicos, a corrupção tiveram um peso importante. Uma alternativa governamental deu esperanças de novas soluções ou, pelo menos, de obrigar a repensar alguns esquemas viciados, algumas opções duvidosas.
  No entanto, penso que, se José Sócrates não tivesse sido reeleito secretário geral do PS no último congresso, os resultados das eleições legislativas poderiam ter sido diferentes. O ódio a Sócrates e a alguns dos seus tentáculos poderosos (Silva Pereira, Santos Silva, ...) teve razões para além da crise económica. Sócrates apresentou-se sempre demasiado arrogante, teatral e distante. Parecia realmente um ator, sempre a representar o papel  de César, a debitar um discurso que cheirava progressivamente mais a irrealista e artificial. As «mentiras» a que o povo se referia deviam-se às mudanças contínuas na economia europeia, mas também ao estilo ultraconfiante e embalador de José Sócrates.
  A democracia afasta as prepotências e destrói as arrogâncias. Em democracia não há mal que sempre dure... Nem o que estava nem o que virá! Os fanáticos e os facciosos da esquerda e da direita existem em democracia e têm o seu lugar. Mas, louvada seja a democracia!, o bom senso costuma vencer.


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Bin Laden morto,«Bin Laden» posto?

   Uma unidade das Seal Team Six, força dos EUA vocacionada para a ação antiterrorista e que tem por missão  executar operações secretas, tomou  de assalto uma residência na periferia da cidade de Abbottabad, no Paquistão, e matou Osama Bin Laden, o líder da Al-Qaeda, inimigo número um dos EUA após os atentados de 11 de setembro às Torres Gémeas em Nova Iorque e ao Pentágono.
  Nos EUA, muitas pessoas festejaram, foi a vitória da caça ao assassino que vinha sendo perseguido desde 2001 e a vingança, porventura pessoal, porventura coletiva e irracional.
  Na linha da tradição texana de caça aos grandes pistoleiros assassinos, os Billy the Kids americanos, ou aos líderes índios, como o último dos guerreiros apache, Geronimo, (a operação dos Seal chamou-se «Geronimo»), G. W. Bush tinha como principal objetivo capturar «vivo ou morto» Bin Laden e Barack Obama, o Nobel da Paz de 2009, ordenou e seguiu em direto a operação final, anunciando ao mundo, na noite do passado dia 1 de Maio, que tinha sido feita justiça e que o seu dever estava cumprido.
  Nós, os europeus, abominamos os ataques terroristas da Al-Qaeda, o fundamentalismo desenfreado e paranóico dos talibãs, dos bombistas-suicidas, dos seguidores alienados de Bin Laden. Eu abomino! Repudiamos os extremismos a que a religião islâmica  tem conduzido, a desigualdade em relação às mulheres, o obscurantismo medieval de muitos dos seus costumes e tradições. Eu repudio! E temos, obviamente, terror das ações catastróficas que eles poderão vir a desencadear!
  Mas também rejeitámos as ações da CIA, a polícia secreta dos EUA,  no 11 de setembro do Chile de Salvador Allende, na perseguição e morte de Ernesto Che Guevara, nas perseguições a supostos comunistas durante a Guerra Fria (Ethel e Julius Rosenberg e tantos outros), etc., etc. E estamos cientes de que a chamada 3ª Grande Guerra, esta que vem sendo feita das investidas bélicas dos EUA, no Vietname, no Kuwait, no Iraque, no Afeganistão,..., e das respostas terroristas da Al-Qaeda e de outros grupos extremistas, está em curso.
  A morte de Bin Laden foi uma vitória dos EUA, mas outros líderes terroristas tomarão o lugar de Bin Laden, um Adam Yahiye Gadahn ou um Ayman Al-Zawahiri ... Esta guerra não acabou de um momento para o outro, não acabou com a morte de Bin Laden. Trata-se de uma guerra subtil, rancorosa, que se alimenta do ódio, do desgaste e do tempo. E de vingança em vingança haverá de continuar!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O que está por detrás das agências de rating?



(publico.pt)


 Portugal viu-se obrigado a pedir ajuda ao FMI (FEEF) na sequência da crise económica internacional e nacional, cujos agentes determinantes foram os banqueiros corruptos, os negociantes fraudolentos dos fundos de investimento, os produtos bancários tóxicos, enfim toda a escumalha que tem enriquecido facilmente nesta sociedade.
  No último ano, as agências de rating divertiram-se a aumentar os juros da dívida pública portuguesa, baixando ratings ao mínimo conflito social ou político, de forma a que já nem os deputados podiam abrir a boca  no Parlamento, com medo da descida do rating (aconselhavam-se uns aos outros a ficar calados).
 Ontem, um grupo de economistas, em que se destaca o Professor José Reis, economista, da Universidade de Coimbra, decidiu entregar na Procuradoria-Geral da República uma queixa contra estas agências, acusando-as de crime de manipulação dos mercados e pedindo um inquérito às suas duvidosas atividades.

«Duas dessas agências – Moody’s e Standard & Poor’s – têm inclusive um “mesmo fundo de investimento como proprietário”, adverte o economista, e as decisões que as entidades tomam, “que influenciam as taxa de juro”, têm um impacto significativo no endividamento dos países, “podendo afectar a sua estabilidade” financeira e económica. »

«Sendo este o papel que tem sido atribuído no mercado a estas três agências, “não pode permitir-se que ajam de forma a alterar o preço dos juros, direccionando o mercado para situações em que elas próprias ou os seus clientes tenham interesse e retirem benefícios”, declara o grupo de economistas. »
 Leiam o artigo em baixo:

http://www.publico.pt/Política/economistas-entregam-queixa-contra-agencias-de-rating_1488828


terça-feira, 29 de março de 2011

Quem nos dera uma Dilma Rousseff no governo português!

(Lusa)

  Dilma Rousseff mostrou, na entrevista a Miguel Sousa Tavares, que é uma mulher consciente dos problemas do seu país e determinada a prosseguir objetivos corretos para os ultrapassar e, na continuação da política de Lula da Silva, transformar o Brasil num país próspero, onde os brasileiros gostem de viver e vivam numa situação económica razoável.
  Dilma revelou simplicidade, bom senso, inteligência, simpatia e uma visão política nova, isto é, que aposta em mudanças na economia mundial e que tomará medidas para alterá-la.
 Gostei de ver e ouvir Dilma nesta entrevista. Gostei de ver e ouvir tudo o que não vejo nem ouço aos políticos portugueses.



quarta-feira, 23 de março de 2011

O governo cai, o governo não cai - CAIU (o governo de Portugal)





  No PEC IV (Programa de Estabilidade e Crescimento), o governo português vai cair! A crise internacional, a corrupção no BPN e muita outra, opções porventura erradas para gerir os Orçamentos de Estado dos últimos anos, os nervos de uma oposição insaciável, a falta de abertura para negociar, os desastres do petróleo, a vampiresca economia capitalista (os ratings ), enfim... os partidos da oposição não aprovarão o PEC IV e Sócrates irá anunciar hoje às 20h  a sua demissão.
  Se fosse possível a formação de um governo, dito de salvação nacional, formado por todos os partidos com representação parlamentar, se fosse possível abdicar dos ideais partidários e pôr à frente o sempre citado interesse nacional, talvez se acertasse o passo e se vislumbrassem medidas que servissem para enfrentar os problemas.
  Não será este o caso! Seguir-se-ão eleições! Eu que sou otimista, penso que pode ser saudável mudar! Pode ser positivo responsabilizar outros agentes políticos! Quem sabe??


domingo, 20 de março de 2011

Palavras de Muammar Khadafi (hoje)


(publico.pt)


   «Toda a gente tem agora armas. Vocês são terroristas. Esta é uma agressão injustificada. Não temos medo. Ao defendermos a nossa honra, estamos a preparar-nos para uma longa guerra.
  Não vamos dar a riqueza dos nossos filhos, o nosso petróleo, aos americanos, britânicos, franceses e aos povos cristãos que formaram uma coligação. Não vamos permitir que disfrutem do nosso petróleo. Eles têm que saber que nós batalhamos numa frente maior que 2000 quilómetros. Nunca vão conseguir a nossa rendição. Inevitavelmente esta terra vai derrotar-vos!»  
          By  Euronews        

LÍBIA: Muammar Khadafi - «zona de exclusão aérea», sim ou não?


(publico.pt)

  Tardou a decisão da ONU de imposição de uma zona de exclusão aérea na Líbia. O coronel Khadafi teve tempo para reunir e inflamar, com os seus discursos hipócritas e falaciosos, mas pretensamente patrióticos, as forças líbias de Tripoli, teve tempo para contratar mercenários, para, com o seu exército e aviação, obviamente munidos de um potencial bélico treinado e poderoso, atacar Al Zawiya, Brega, Ras Lanuf, Mistrata, todas as cidades que pacificamente tinham aderido aos rebeldes e às suas ideias e intenções, teve tempo para bombardear, matar, massacrar e limpar os vestígios das suas ofensivas destruidoras.
  A decisão da ONU, após pedido da Liga Árabe e do Conselho Nacional Líbio, chegou no dia 18 de Março, anteontem, e logo Khadafi ameaçou ripostar (isto entende-se!), mas, como líder colérico e descontrolado que é, profetizou também o terror e o caos para todos os países que participassem em ações militares na Líbia (um novo líder da Al Qaeda!).
 Ontem Khadafi, após anunciar um cessar fogo, continuou as suas operações bélicas e  iniciou a ofensiva a Bengasi, para afrontar a decisão da ONU e provocar os confrontos. Poderia ter procurado negociar, poderia ter tentado uma situação que levasse à paz. Khadafi quer o poder absoluto e, portanto, quer a guerra.
  E a guerra não se fez esperar! Aviões franceses bombardearam tanques das forças de Khadafi. E pior, os EUA lançaram dezenas de mísseis de cruzeiro sobre a Líbia! 
  Assusta-me a intervenção dos EUA. Tendo em conta as suas guerras desastrosas no  Golfo, no Iraque, no Afeganistão ( para não falar do Vietname, etc.), os EUA bem poderiam ter ficado quietos e aguardado o efeito das forças  europeias, mais equiparadas às forças líbias e menos destrutivas.
  Khadafi vai reagir de forma suicida e arrastar consigo o povo líbio que o apoia! A cólera não é boa conselheira para um líder político.

terça-feira, 8 de março de 2011

Gigi Ibrahim - uma jovem mulher «repórter» da Praça Tahrir

  Neste dia da mulher (8 de Março de 2011), os parabéns a GIGI IBRAHIM, uma ativista política egipcía de 24 anos que, com um keffiyeh ao pescoço, se tornou, pela sua ação e entusiasmo, a repórter não-oficial dos protestos revolucionários na Praça Tahrir que originaram a queda de Mubarak.
  Licenciou-se em Ciência Política na Universidade Americana do Cairo e promete uma carreira como revolucionária profissional.



domingo, 13 de fevereiro de 2011

EGITO - OS SÍMBOLOS DA LIBERTAÇÃO

  Os egípcios limpam o seu país e vêem esse facto como um símbolo da limpeza política que estão a fazer. E mostram que são um povo civilizado, que um país limpo, também no sentido literal, é fundamental para uma vida mais feliz.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O DIA DA VITÓRIA na Praça da Libertação - felicidade e festa (CAIRO/EGITO)


(publico.pt)

 DIA HISTÓRICO, 11 de Fevereiro de 2011! Dezoito dias de decisão e firmeza deram ao EGITO o poder de derrubar um regime, de mudar um país e talvez o mundo. Momentos inolvidáveis de FELICIDADE estes que se vivem no Egito. É o dia de esquecer o medo e acreditar na coragem e na esperança dos homens deste século.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Do jasmim da Tunísia à revolução no mundo árabe


  Começou na Tunísia, em meados de Janeiro, e provocou o abandono do poder do presidente Ben Ali.
  Rapidamente, alastrou ao Egito, onde o povo, na praça Tahrir, no Cairo, se manifesta há quase duas semanas pela demissão do presidente Mubarak.
  No Líbano, tiveram lugar protestos contra o governo de Najib Mikati, apoiado pelo Hezbollah - foram queimados carros e bloqueadas estradas.
 Em Marrocos, houve manifestações de professores e as forças de segurança evitaram quatro imolações.
  Na Argélia, está marcada uma manifestação para 12 de fevereiro contra o regime de Bouteflika   e os sindicatos convocaram greves para a próxima semana.
 Na Líbia, mensagens no Facebook apelam à Intifada a 17 de fevereiro.
  Na Síria, o «dia da ira» contra o regime de Bashar al-Assad, marcado para ontem no Facebook, foi reprimido pelas forças de segurança, mas estão previstos protestos em Damasco.
  Na Jordânia, houve manifestações contra o aumento de preços e o desemprego depois de o rei Abdullah nomear novo Executivo.
  Na Arábia Saudita, foram detidos manifestantes em Jedda  e está marcada uma greve geral na próxima semana.
  Em Omã, 200 manifestantes pediram esta semana o fim da corrupção e do aumento do custo de vida.
  No Iémen, 100 mil pessoas manifestaram-se no «dia da ira» contra o regime do presidente Saleh.
  No Sudão, estudantes manifestaram-se contra o aumento do preço dos bens de consumo.
  Em Gaza, o governo do Hamas reprimiu uma manifestação contra Mubarak.



   Se percebermos que há mundo para além dos nossos medos, talvez haja esperança para estes povos afirma Daniel Oliveira, hoje no jornal Expresso.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Votaram Cavaco Silva, agora fiquem como a nêspera de Mário-Henrique Leiria





  No último comício de Manuel Alegre, no Coliseu dos Recreios em Lisboa, Francisco Louçã lembrou o poema (história) da nêspera de Mário-Henrique Leiria para apelar ao voto, ao empenhamento político, à intervenção na vida política do país. 
  Aqueles que ontem se abstiveram de ir votar e os que votaram em Cavaco Silva vão ficar  e, infelizmente, obrigar os outros portugueses a ficar como a nêspera, deitada, muito calada a ver o que vai acontecer. E depois, obviamente, a VELHA, zás, vai papá-la!!     



Rifão quotidiano


Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia
chegou a Velha
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a
é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece


Novos Contos do Gin, de Mário-Henrique Leiria