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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Afinal, quem fez ganhar António Costa?



  Daniel Oliveira, ontem à noite, no Eixo do Mal,disse que foi o BE que fez ganhar António Costa, porque os votantes do BE não queriam dar a vitória a Santana Lopes e votaram útil em António Costa. É uma parte da verdade.
   Houve outros factores, tais como:
     1. Só passaram dois anos sobre o estado caótico em que Carmona Rodrigues, na sequência de Santana Lopes, deixou a Câmara de Lisboa. As pessoas lembram-se bem ainda do que levou às eleições de 2007.
      2.  O Movimento Cidadãos por Lisboa obteve 11% da votação nas eleições de 2007 e, embora muitos desses eleitores tenham reagido negativamente ao Acordo Coligatório com António Costa e tenham abandonado o movimento, não houve outro movimento semelhante que substituisse o anterior. Muitos dos CPL votaram Helena Roseta, o que significou António Costa. (Não foi simpático votar num quadradinho que dizia apenas PS. Pelo menos que, no boletim de voto, estivesse UNIR LISBOA.)

   Claro que votar António Costa para presidente não exigia votar PS para a Assembleia Municipal, nem para a Junta de Freguesia. Por isso, Santana Lopes dizia que a CDU tinha dado a vitória a António Costa. Não é verdade, o que aconteceu é que muitos eleitores votaram António Costa para presidente, mas votaram CDU ou BE para a Assembleia  Municipal e para a Junta de Freguesia.
    
    Muitos de nós que não somos PS demos a vitória a António Costa logo quando há dois anos andámos a recolher assinaturas para a candidatura de Helena Roseta e em arruadas da sua campanha!
  

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O reino da confusão


  
    Reina uma confusão bizarra neste reino «socialista». O rei acusa os ministros de montarem vigilância ao palácio real.
   Terão sabido que alguns cortesãos estavam a participar numa conspiração contra o seu governo e chamaram o rei, que se encontrava no seu palácio de férias, em trabalho como compete a um rei, para vir à capital do reino averiguar todos os deslizes. Claro que o rei ficou desconfiado! Como souberam eles da conspiração? Entraram, os grandes piratas, nos computadores do palácio real, invadiram o e-mail do rei, sugaram tudo como vampiros! Os ministros negam. «O rei está doente, diz coisas sem nexo, está desfazado do mundo...»
  Se calhar é verdade o que diz o rei, os ministros comportaram-se mesmo como piratas da net! Eu acredito. Mas o rei está tão vulnerável como os seus computadores, está frágil e queixa-se aos seus súbditos. Os súbditos ficam confusos e não sabem em quem acreditar. E os ministros lavam as mãos como Pilatos, querem é calar o rei e festejar a sua vitória eleitoral.
  Eu não tenho nada a ver com o rei. Nunca tive. Mas também não gosto muito dos ministros. Se há piratas, punam-se os piratas. Não são essas as regras?

terça-feira, 29 de setembro de 2009

E assim o político-lobo comeu o eleitor-bobo



   Com palavras doces e disfarces gentis, uns, com «decência » e «elevação», sempre, sempre ao serviço de Portugal e dos portugueses, cheios de «confiança no futuro e ambição para o país» e outros, jurando «fidelidade ao caderno de encargos» (as pensões, as famílias, a autoridade dos professores, a liberdade de escolha na educação, na saúde, na segurança social - cheira a Estado Novo!), enfim, assim os lobos paparam , com sabor a pão de ló, não o capuchinho vermelho e a sua avó, mas o eleitor-bobo que neles votou.
  E, quando chegar a hora dos disfarces se retirarem, o que vão fazer à corrupção? E aos desempregados?  E ao estatuto dos professores? E à idade de reforma? E às pensões de reforma? E aos mais pobres? E aos infantários subsidiados pelo estado? E aos trabalhadores a recibo verde? E à habitação para os jovens? E...? E...?

domingo, 27 de setembro de 2009

Sábado, dia de reflexão eleitoral




  Sabe que sábado, segundo a tradição hebraica, simboliza o repouso depois da actividade, um tempo consagrado a Deus? Deus realizou a sua obra de ciação do mundo durante seis dias e no sétimo repousou.Por isso, homens e animais devem consagrar-Lhe o sábado, fazer o repouso sabático, a oração, a meditação.
 Deve ser por esta razão que, em Portugal, o dia antes das eleições é sempre um sábado. Somos um país religioso? Se não somos, respeitamos a tradição. Imaginemo-nos recolhidos, meditando em José Sócrates, Manuela F. Leite, Jerónimo de Sousa, Paulo Portas e Francisco Louçã. Gostam dos deuses?
 Eu prefiro o sábado como a festa da Lua Cheia, tradição mais antiga do que a do texto bíblico do Génesis. a que está ligado o sabat das feiticeiras que, neste dia, saíam a cavalo nas suas vassouras  e se reuniam para fazer uma grande festa. Neste caso, enquanto Deus descansa, os demónios agitam-se.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Sarkozy: o tique iconoclasta

  Soubemos, no passado dia 14, na entrevista de os «Gato Fedorento» a José Socrates, que Nicolas Sarkozy é o líder europeu que possui algumas das características que José Sócrates aprecia. E descreveu essas características - o presidente Sarkozy «gosta de correr riscos, mostra uma certa impaciência com a burocracia europeia e tem um tique iconoclasta».
  O« tique iconoclasta» fez-me pensar. Iconoclasta, porquê? Quando venceu as eleições em 2007, Sarkozy apareceu como um manso cordeiro ao lado de Cécile, com quem, oportunamente, voltara a viver pouco tempo antes do evento eleitoral. Mas, alguns meses depois, ousadamente, divorciou-se e o relacionamento amoroso com a cantora e ex-modelo Carla Bruni tornou-se público. Realmente Sarkozy é rápido nos afectos e nas decisões e provou que não tem inibições. Em relação ao caso Ingrid Bettencourt, decidiu que iria acabar com o seu cativeiro e fez tudo o que foi possível para o concretizar. Conseguiu. No caso das enfermeiras que haviam sido condenadas à morte no Irão, já com a imagem de Carla Bruni como arma, conseguiu que fossem extraditadas para França. Sarkozy não tem revelado preconceitos e tem provado que luta, como um iconoclasta, pelas suas convicções.O «tique iconoclasta» é uma boa apreciação. Posso dizer que foi a única parte da entrevista de José Sócrates que me interessou. Estava farta, farta, farta de o ouvir repetir «eles bem me avisaram». Os filhos a servir de escudo de forma tão ostensiva, não!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A verdade não é uma graça divina

«A porta da verdade estava aberta,/mas só deixava passar/meia pessoa de cada vez.(...) Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.» Estes versos são do poeta Drummond de Andrade e reflectem sobre a ânsia de encontrar a verdade. Mas as pessoas crescidas já aprenderam que Deus não dá verdade nenhuma. A verdade é sempre circunstancial, a maioria das vezes subjectiva, o tempo está sempre a dar-lhe novas formas. No entanto, é uma arma de arremesso, um canhão, um míssil de longo alcance, uma bomba atómica. Em nome dela se faz a política, se fazem as guerras, o mundo se transforma para melhor ou para pior. Muitas vezes para pior e isto prova que toda a verdade é relativa e até interesseira.
Voltemos ao título. José Sócrates acusa os outros partidos de pensarem que só eles têm a verdade, por obra e graça do Espírito Santo. Mas há quatro anos que ouvimos José Sócrates falar e agir como se a verdade tivesse sido uma graça divina só para ele, o enviado. Agora que se ouçam as outras supostas verdades. Só supostas, porque José Sócrates pode estar descansado que nós não acreditamos muito em nada.

domingo, 6 de setembro de 2009

manuela moura guedes

Saiu a sorte grande a Manuela Moura Guedes. Agora aparecerá como vítima endeusada. A Prisa aproveitou as bocas do Sócrates para se ver livre dela. A plástica correu mal e a imagem da jornalista afasta o público. Só a má língua e a coscuvilhice atraía o público. Tem que haver má língua e coscuvilhice numa democracia. A Manuela Moura Guedes não era a melhor figura para o fazer. A TVI tem que arranjar melhor.