«A porta da verdade estava aberta,/mas só deixava passar/meia pessoa de cada vez.(...) Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.» Estes versos são do poeta Drummond de Andrade e reflectem sobre a ânsia de encontrar a verdade. Mas as pessoas crescidas já aprenderam que Deus não dá verdade nenhuma. A verdade é sempre circunstancial, a maioria das vezes subjectiva, o tempo está sempre a dar-lhe novas formas. No entanto, é uma arma de arremesso, um canhão, um míssil de longo alcance, uma bomba atómica. Em nome dela se faz a política, se fazem as guerras, o mundo se transforma para melhor ou para pior. Muitas vezes para pior e isto prova que toda a verdade é relativa e até interesseira.
Voltemos ao título. José Sócrates acusa os outros partidos de pensarem que só eles têm a verdade, por obra e graça do Espírito Santo. Mas há quatro anos que ouvimos José Sócrates falar e agir como se a verdade tivesse sido uma graça divina só para ele, o enviado. Agora que se ouçam as outras supostas verdades. Só supostas, porque José Sócrates pode estar descansado que nós não acreditamos muito em nada.
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
manuela moura guedes
Saiu a sorte grande a Manuela Moura Guedes. Agora aparecerá como vítima endeusada. A Prisa aproveitou as bocas do Sócrates para se ver livre dela. A plástica correu mal e a imagem da jornalista afasta o público. Só a má língua e a coscuvilhice atraía o público. Tem que haver má língua e coscuvilhice numa democracia. A Manuela Moura Guedes não era a melhor figura para o fazer. A TVI tem que arranjar melhor.
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