terça-feira, 8 de setembro de 2009

35 shots de rum



  Já foi ver este filme da realizadora Claire Denis? Esta cineasta francesa realizou o filme Chocolate em 1988. Penso que agora já lhe diz alguma coisa.
  35 shots de rum é a celebração que Lionel, um negro da Martinica, ferroviário, faz questão de concretizar em todos os momentos irrepetíveis em que participa. A primeira ocasião/festa em que despeja pelos seus canais gástricos estes 35 shots é aquela em que o seu amigo René se despede da vida activa e é homenageado pelos seus colegas de trabalho e amigos. Ainda não tinha começado a gozar a reforma e já estava deprimido este René. E depois o desgraçado faz-se decapitar nos carris que lhe haviam dado o ganha-pão. Os shots não foram um bom presságio. A segunda ocasião em que o vemos repetir a proeza é no casamento da filha. Lionel quer mesmo queimar a dor. E esquecer com toda a certeza...
 Este filme deixa-me de sobreaviso relativamente à situação de reforma. Festas e homenagens nunca!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A verdade não é uma graça divina

«A porta da verdade estava aberta,/mas só deixava passar/meia pessoa de cada vez.(...) Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.» Estes versos são do poeta Drummond de Andrade e reflectem sobre a ânsia de encontrar a verdade. Mas as pessoas crescidas já aprenderam que Deus não dá verdade nenhuma. A verdade é sempre circunstancial, a maioria das vezes subjectiva, o tempo está sempre a dar-lhe novas formas. No entanto, é uma arma de arremesso, um canhão, um míssil de longo alcance, uma bomba atómica. Em nome dela se faz a política, se fazem as guerras, o mundo se transforma para melhor ou para pior. Muitas vezes para pior e isto prova que toda a verdade é relativa e até interesseira.
Voltemos ao título. José Sócrates acusa os outros partidos de pensarem que só eles têm a verdade, por obra e graça do Espírito Santo. Mas há quatro anos que ouvimos José Sócrates falar e agir como se a verdade tivesse sido uma graça divina só para ele, o enviado. Agora que se ouçam as outras supostas verdades. Só supostas, porque José Sócrates pode estar descansado que nós não acreditamos muito em nada.

domingo, 6 de setembro de 2009

manuela moura guedes

Saiu a sorte grande a Manuela Moura Guedes. Agora aparecerá como vítima endeusada. A Prisa aproveitou as bocas do Sócrates para se ver livre dela. A plástica correu mal e a imagem da jornalista afasta o público. Só a má língua e a coscuvilhice atraía o público. Tem que haver má língua e coscuvilhice numa democracia. A Manuela Moura Guedes não era a melhor figura para o fazer. A TVI tem que arranjar melhor.