sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Caim/José Saramago numa odisseia


   O romance Caim, de José Saramago, é uma espécie de odisseia em que o herói Caim (Caim/José Saramago) se defronta sucessivamente com aventuras/histórias bíblicas, integrando-se nelas ou observando-as, vivendo-as, por vezes, intensamente.
  O herói viaja pelo tempo, a pé ou montado num burro, chegando ao presente de cada história no momento preciso em que, por decisão divina, se preparam as grandes tragédias, castigos ou provações, que constituem os episódios do Antigo testamento: salva Jacob de ser morto pelo pai, Abraão, a mandado de Deus e para experimentar a sua fé; testemunha a destruição de Sodoma, verificando com os seus olhos os «desvios» sexuais que levaram deus a decidir a punição; observa a confusão na torre de babel, aguarda no sopé do monte Sinai pelo demorado encontro de Moisés com o senhor e assiste à adoração do borrego de ouro e à cruel mortantade dos vizinhos e amigos dos hebreus ordenada pelo mesmo senhor; está presente na destruição implacável de Jericó pelo exército israelita comandado por Josué; serve Job e presencia as desgraças de que é vítima; entra na arca de Noé com o seu burro e ajuda na sua construção.
  Caim/José Saramago reage de forma critica e revoltada às injustiças que observa, com um olhar humano que considero intemporal.
 Caim, qual Ulisses, deixa-se seduzir pela «feiticeira» Lilith e esses capítulos são verdadeiramente sedutores e cheios de autenticidade.
  A odisseia de Caim é originada por um crime. Caim matou Abel, seu irmão mais novo, porque deus preferia os cordeiritos que este guardava e lhe oferecia às espigas e  às sementes do seu trabalho agrícola. O sangue de Abel nunca mais largou Caim que foi marcado na testa por deus e destinado a errar pelo mundo  para se redimir do seu pecado. (Porque é que me lembrei tantas vezes da obra Pequenas Memórias, de José Saramago e da morte na infância do irmão do autor?)
  Caim acaba por enfrentar deus e por castigá-lo, matando toda a família de Noé, impedindo a reprodução e acabando assim com a humanidade, obra divina, criada para sofrer todas as perversões de deus.
  Será que José Saramago, próximo da morte, quer que a humanidade acabe com ele. Isto também não é pouco perverso!
   Mas que o romance é muito engraçado, isso é uma verdade!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Lixos junto dos contentores de reciclagem, não!



   Quando é que esta gentalha de Lisboa que despeja o lixo mais imundo junto dos contentores de reciclagem começa a ser devidamente multada?
   Está a ver-se grande preocupação em reincentivar a emel para multar os carros estacionados na cidade, houve redefinição de zonas nos bairros, reapreciação da aplicação de multas para este efeito, etc., etc.... Mas nos lixos ninguém fala!
   Há restaurantes que despejam toda a espécie de latas de bebidas, garrafas, caixas, os mais variados dejectos na rua. Os contentores estão vazios, mas as criaturas, ou se calhar autómatos, não perdem tempo a meter lá dentro as embalagens. Deixam-nas jazendo no chão, espalhando-se a porcaria por todo o lado.
  Isto passa-se impunemente todos os dias! Não seria importante estabelecer um sistema de multas para estes actos que deveriam ser considerados infracções cívicas? E pagar a vigilantes para aplicar essas multas?
    Os contentores de reciclagem que deviam ser uma imagem de civilização, tornaram-se uma exemplar imagem terceiromundista!

domingo, 1 de novembro de 2009

Gripe A - Vacinas nas farmácias já!!



  Seis milhões de vacinas (três milhões a duplicar) chegam para vacinar todos os portugueses que o desejarem. Não há razão para as vacinas não irem para as farmácias e serem levadas tal como a vacina da gripe sazonal. Parece que a fome deu em fartura e agora será bom que não vão para o lixo!
 Os políticos já se vacinaram? Os médicos? Os enfermeiros? As grávidas? As pessoas com patologias respiratórias?
  Os comuns mortais  e se calhar mais mortais do que os outros estão à espera. À espera que não se continue indefinidamente no período de restrição e se ajustem as medidas à nova situação.
   Que não seja necessário morrer sentado à espera!...
 

sábado, 31 de outubro de 2009

Porque é que os lisboetas escarram para o chão?!



   Acabei de ser obrigada a desviar-me de uma portentosa escarradela saída da boca de um lisboeta. Mais uma! Que nojo! Tratava-se de um indivíduo bem vestido, acabado de sair de um banco onde teria ido levantar dinheiro. Fui a casa buscar a máquina fotográfica e fotografei a calçada. Se está aí a escarradela, não sei. A verdade é que não aguento mais!
  Escarram homens, mulheres, crianças, todos os espécimens humanos eu já vi a escarrar nas ruas de Lisboa. Bem vestidos e mal vestidos. E não foi esta a primeira vez que tive de me desviar. Não poderá haver uma campanha cívica para isto?! Teremos que esperar que gerações mais civilizadas venham a habitar esta cidade?!
  A Clara Ferreira Alves fala hoje, jocosamente, no «admirável mundo dos blogues» (Expresso/Pluma Caprichosa - como a pluma é caprichosa, todos os «caprichos» são de esperar...). Pois gostaria mesmo que alguém da nova vereação da Câmara passasse por este «admirável mundo»!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Uma nova aventura da ministra da educação


  A ministra da educação terá que escrever uma nova aventura, Uma aventura no Portugal dos Pequeninos. Se a Ana Magalhães for secretária de estado ajudará nessa aventura.
  Uma aventura na escola já está escrita, mas Uma aventura no Portugal dos Pequeninos será muito mais interessante. Todas as escolas deste país são células deste Portugal. Sobretudo depois do tsunami desencadeado pela anterior ministra. Na realidade, nada existe hoje nas escolas. Tudo é fantasia. As alterações foram tantas, tão excessivas, «fantásticas» e monstruosas (horário dos professores, director, assembleia de escola, avaliação dos professores intrincada e disparatada, estatuto dos alunos, divisão arbitrária da carreira docente - titulares e não titulares -, gigantescos departamentos, coordenadores multifuncionais, reformas antecipadas dos professores, etc., etc.) que nada é levado a sério. Nas escolas, têm-se vivido estes últimos anos à espera que passe... À espera que passe a onda de loucura, a nuvem de poeira radioactiva que lançaram sobre elas...
  Como irá a ministra acabar Uma aventura no Portugal dos Pequeninos? Conseguirá a passagem para um mundo a sério? Ou as personagens terminarão enredadas num labirinto inexorável e inquietante. Tal como estão neste momento!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

E se o deus de Caim não gostasse de carne...



  Se o deus de Caim não gostasse de carne, não teria preferido os primogénitos do rebanho do pastor Abel. Se esse deus fosse vegetariano, por um lado, não teria um barrigão como este troll da imagem e, por outro lado, teria aceitado a oferta de frutos da terra  do lavrador Caim.
  Assim, Caim não sentiria ciúmes de Abel e não o teria matado. O mito do bem e do mal não teria visto a luz do Sol e a humanidade não era nem boa nem má, era assim uma espécie de arroz de alho com bife de perú grelhado.
  Claro que não teríamos o frente-a-frente que vai ter lugar hoje à noite na sic notícias entre José Saramago e o padre Carreira das Neves. E eu não estaria a deliciar-me a ler o romance Caim.
No entanto, uma coisa na história narrada no Génesis 4, 1-16 é interessante. O deus de Caim era contra a pena de morte. De contrário, quando Caim lhe diz que teme vir a ser morto, ele não teria respondido:«Se alguém matar Caim, será  castigado sete vezes mais.». E este exemplo, muitos países deste mundo de Deus não seguem, entre os quais os bem-aventurados Estados Unidos da América.
    
Vejam o frente-a-frente, hoje à noite na sic notícias, que deve ser giro!

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Viva o governo das Maldivas!



   O governo das Maldivas, o presidente Mohamed Nasheed e onze dos seus ministros, reuniu a quatro metros de profundidade. Com ardósias de plástico, canetas à prova de água, fatos isotérmicos, os membros deste governo comunicaram por escrito e por gestos e assinaram um apelo ao mundo para que, na próxima Cimeira do Clima, no mês de Dezembro, em Copenhaga, fossem definidas metas rigorosas para redução dos gases com efeito de estufa no mundo. 
  O arquipélago das Maldivas, composto por 1192 ilhas e com 396 mil habitantes ficará submerso no final deste século. O presidente pretende criar um fundo para aquisição de terras noutro lugar - Sri Lanka, Índia, Norte da Austália - para onde os seus habitantes possam ir viver, fugindo à morte que se aproxima.
   O governo das Maldivas decidiu tornar-se «neutro em carbono» no prazo de dez anos e investir nas energias renováveis. E os outros governos de todo o mundo o que vão fazer? Que medidas vão sair da Cimeira de Copenhaga?

    Que viva o governo das Maldivas, e a criatividade desse governo!

Agnès Varda no Chiado



  Quando Agnès Varda entrou na sala, no domingo às 19 horas, ela própria era uma obra de arte. Na sua cabeça, Agnès traçou, distinguindo a cor branca dos cabelos da castanha, uma espécie de quipá dos judeus, ou de solidéu dos católicos, ou a tonsura em forma de coroa dos frades franciscanos. Parecia realmente a cabeça de um santo. Talvez antes de um sábio da igreja. (Na fotografia vê-se mais ou menos.)
  Havia muita gente na sala. Muita gente jovem. Pelas intervenções, soube-se depois que tinham visto o seu último filme, As praias de Agnès, e tinham adorado. Agnès, contente, lembrou o pesadelo de um cineasta: o seu filme ser apresentado numa sala de cinema e não estar ningém a ver.
 Com a colaboração de Vasco Câmara, apresentou os filmes do DVD editado recentemente pela FNAC. Mas aproveitou para falar da nossa percepção do tempo, comparando-a a um acordeão, que em certos momentos é mais ampla e noutros  mais estreita.
  Falou também da gramática do cinema e da sua permissão de dar saltos na geografia. No final, referiu que tinha consciência de que poucas pessoas viam os seus filmes e de que essas eram as pessoas que estavam na margem. E lembrou uma frase de Godard:«Mas é na margem que se sustenta o livro.».
   
 Vale a pena estar na margem e conhecer Agnès Varda!
 

domingo, 18 de outubro de 2009

A festa do cinema francês



  Alguns magníficos filmes na festa do cinema francês deste ano!
Eden à l' Oeste, de Costa-Gavras, é a história de Elias um emigrante árabe, daqueles que vêm aos magotes, amontoados em barcos, em direcção à Europa. No mar Egeu, a polícia costeira aborda o barco e alguns dos emigrantes, assustados, lançam-se à água e nadam em direcção à terra maia próxima. Elias aprendera francês e é a Paris que quer chegar. Muitas e engraçadas peripécias mostram a variedade do género humano: os solidários, os pulhas, os homossexuais, as mulheres solitárias em busca de afecto, os exploradores, os ladrões, etc., etc. Até um mágico que trabalha no Lido, nos Champs Elisées, cuja promessa de apoio se torna a luz verde que Elias persegue até ao final do filme.
Erreur de la banque en votre faveur, é uma engraçadíssima comédia, em que o mordomo de uma casa de banqueiros percebe que se ouvir as informações sobre a bolsa de que falam os patrões, pode lucrar, ele e os amigos, investindo em acções. (A vida do bairro parisiense onde estes amigos moram é bem retratada no filme.)  Até que os banqueiros descobrem e lhe preparam uma armadilha. Mas, num genial volte-face, Foucault, o mordomo, vira a situação em seu favor!
La terre de la folie, é um muito interessante documentário sobre as tendências criminosas dos habitantes de uma certa região dos Alpes por onde terá passado a nuvem de poeira radioactiva vinda de Chernobil. As histórias das perturbações mentais sucedem-se, incríveis e com a verdadeira cor local.
Le plaisir de chanter, é outra comédia bem engraçada sobre os alunos de uma aula de canto, todos espiões, franceses e russos, com vozes espantosas. Podemos ouvir a cantora Jeanne Balibar em excelentes excertos musicais.
De Coco Chanel et Igor StravinsKi , poderei dizer o que disse o realizador Jan Kounem, presente no São Jorge, «laissez-vous glisser dans le filme». É a elegância, a música, a ternura, a sedução, a beleza, enfim.
  
 Temos muitos e belos filmes para ver!
     

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Afinal, quem fez ganhar António Costa?



  Daniel Oliveira, ontem à noite, no Eixo do Mal,disse que foi o BE que fez ganhar António Costa, porque os votantes do BE não queriam dar a vitória a Santana Lopes e votaram útil em António Costa. É uma parte da verdade.
   Houve outros factores, tais como:
     1. Só passaram dois anos sobre o estado caótico em que Carmona Rodrigues, na sequência de Santana Lopes, deixou a Câmara de Lisboa. As pessoas lembram-se bem ainda do que levou às eleições de 2007.
      2.  O Movimento Cidadãos por Lisboa obteve 11% da votação nas eleições de 2007 e, embora muitos desses eleitores tenham reagido negativamente ao Acordo Coligatório com António Costa e tenham abandonado o movimento, não houve outro movimento semelhante que substituisse o anterior. Muitos dos CPL votaram Helena Roseta, o que significou António Costa. (Não foi simpático votar num quadradinho que dizia apenas PS. Pelo menos que, no boletim de voto, estivesse UNIR LISBOA.)

   Claro que votar António Costa para presidente não exigia votar PS para a Assembleia Municipal, nem para a Junta de Freguesia. Por isso, Santana Lopes dizia que a CDU tinha dado a vitória a António Costa. Não é verdade, o que aconteceu é que muitos eleitores votaram António Costa para presidente, mas votaram CDU ou BE para a Assembleia  Municipal e para a Junta de Freguesia.
    
    Muitos de nós que não somos PS demos a vitória a António Costa logo quando há dois anos andámos a recolher assinaturas para a candidatura de Helena Roseta e em arruadas da sua campanha!
  

sábado, 10 de outubro de 2009

Presidente OBAMA, já viu o filme «WELCOME» de Philippe Lioret?


  O filme «Welcome», de Philippe Lioret, é magnífico! É um filme sobre as consequências humanas da guerra do Iraque, numa história passada em Calais, onde Bilal, um jovem iraquiano de dezassete anos, chega, com dezenas de emigrantes ilegais, desejando veementemente passar o estreito e chegar a Inglaterra onde o aguarda uma antiga namorada, também iraquiana.
  O filme mostra como aqueles que fizeram a guerra no Iraque ou colaboraram, directa ou indirectamente, se estão «borrifando» para os problemas que originaram, e mais, penalizam juridicamente, de forma cruel, aqueles que procuram ajudar as vítimas da chacina.
   Agora que o presidente dos EUA vai receber o prémio nobel da paz, e eu fiquei muito contente com o facto, porque acho que é um democrata, que conhece a discriminação, e tem revelado, pelo menos nos discursos, que tem inteligência e humanidade, vamos esperar que, não só ponha fim à guerra no Iraque, como  esteja atento às «ramificações» trágicas dessa guerra espalhadas pelo mundo.

  Presidente Obama, vá ver o filme «Welcome» e verta umas lágrimas pela culpa do seu país! E que as lágrimas não sejam de crocodilo!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

OqueStrada



 Já conhece este grupo musical? E o disco Tasca beat - O sonho português?

Andava eu a passear-me pela loja do Museu Berardo quando reparei que a música de fundo era muito gira. Perguntei a um empregado que música era aquela. Primeiro não percebi o que ele disse. Pedi-lhe que escrevesse num papel. Dias depois passei pela Fnac do Chiado e perguntei se tinham o cd. Estava logo ali à vista.
  Em casa, verifiquei que não me tinha enganado. Este grupo é mesmo giro. Se quiser ouvir uma das faixas do cd, ouça na barra de vídeos deste blogue. 
  No cd o grupo apresenta-se assim: «Abençoados por fadistas de garra, filarmónicas, tascas e arraiais, eles celebram um país real e poderoso com o beat no coração e o fado na mão.» (Beat = Pulsação rítmica; batida ou compasso, musical ou cardíaca.) A definição entre parêntesis está no cd.

  É uma boa música para tempo eleitoral. Descontrai, dá-nos vontade de dançar, deixa-nos bem dispostos.
     

terça-feira, 6 de outubro de 2009

«A Evolução para todos»





  A Evolução para Todos, de David Sloan Wilson, foi um dos livros que li em férias. Nele, o autor faz uma análise da nossa vida em sociedade - da religião, da moral, das nossas relações com os outros, dos nossos comportamentos, do comportamento dos nossos animais de estimação, do crime, das grávidas, da beleza, do comportamento dos grupos, da cooperação, do riso, das artes, do futuro das nações, etc., etc., à luz da teoria evolucionista de Darwin.
 Saliento três passagens interessantes:
 1. «os indivíduos e os grupos são impelidos a colher benefícios em detrimento de outros indivíduos e grupos. (...) Devemos estar alerta ante afirmações factuais suspeitas como as que se seguem:
    Afirmação factual                       Mensagem Oculta  
     É pouco saudável.                          Não faças isso.
     É antinatural.                                  Não faças isso.
     É imaturo.                                      Não faças isso.
     É demasiado difícil.                        Não faças isso.
  (...) na maior parte dos casos, estas afirmações factuais são incorrectas enquanto factos e funcionam para influenciar o comportamento»;
 2. «Quando é apropriado, o riso provoca a boa disposição de toda a gente, como sabemos por experiência própria. Mecanicamente, o cérebro liberta um coktail de químicos semelhantes aos que se tomam artificialmente quando se quer passar um bom bocado, como o ópio e a morfina. É perigoso consumir estas substâncias porque elas se limitam a fazer-nos sentir bem sem nos levarem a agir bem. Uma infinidade de anos de evolução levou estes químicos a libertarem-se naturalmente só quando nos fazem agir de uma maneira que aumenta a nossa capacidade de sobrevivência e reprodução. (...) O medo e a fome são tóxicos para o desenvolvimento humano, enquanto o riso é um elixir que o torna possível».
 3.«Tomar a sério a aldeia global.(...)Em 1964, Marshall MacLuhan observou que a rapidez das viagens e da comunicação electrónica está a transformar o mundo numa aldeia global. Esta metáfora merece ser tomada muito a sério.(...)Se pudermos aumentar a escala das interacções da aldeia, com países como indivíduos e o planeta como aldeia, a cooperação mundial tornar-se-á tão natural que surgirá espontaneamente».
  Quando tiver tempo, leia este livro.
  É importante!