quarta-feira, 31 de março de 2010

Imagens da recente erupção vulcânica na Islândia

  Este video que, felizmente, consegui reeencontrar, foi o melhor que encontrei no youtube da recente erupção vulcânica na Islândia.
  Eu estive na Islândia há uns anos atrás e gostei imenso deste país.
  Por um lado, pode-se encontrar lá, reunidos num país de reduzidas dimensões, todos os fenómenos da Natureza com que nós, mediterrânicos, sonhamos: glaciares, icebergs, vulcões, as mais magníficas cataratas do mundo, solfataras, geisers, enfim, grandes maravilhas naturais deste planeta. Por outro lado, vi, com grande admiração, a preocupação deste país em preservar a natureza: a resistência à construção de grandes centrais eléctricas ou nucleares, por exemplo, o aproveitamento para a vida diária e civilizada dos recursos naturais - a água quente corre nas torneiras através do aproveitamento de caldeiras naturais no interior da terra.
  Por isso esta erupção me interessou realmente. Estou a seguir a evolução do fenómeno - hoje, 2 de Abril, a fissura aumentou. Não existem, por enquanto, danos pessoais. A população das redondezas foi retirada de forma civilizada e sem dramatismos, como seria de esperar. Possivelmente o país poderá vir a lucrar muito com esta erupção.
  E também, não deixarei de assinalar que a beleza dos vulcões me atrai.



sábado, 27 de março de 2010

Qual será o rumo dos passos do Coelho?


  Alice, de Lewis Carroll, segue o coelho porque este lhe aparece todo encasacado, com um relógio de bolso que deixa adivinhar a sua pressa em dirigir-se a algum lugar, com certeza um lugar importante. 
  Pedro Passos Coelho pareceu, durante a campanha das directas para líder do PSD, estar também muito apressado para derrubar o Governo e José Sócrates. Os militantes do PSD resolveram segui-lo, tal como Alice.
 A questão está em saber o que acontecerá quando o coelho se aproximar do buraco.
 A situação política portuguesa e internacional é complexa como toda a gente sabe. A força do Governo ou a ausência dela e a determinação nas políticas económicas provocam, neste momento, variações nas malditas agências de rating que aumentam os juros e o déficit das finanças públicas de maneira assustadora.
 Durante a campanha, Passos Coelho falava na rejeição do PEC com o mesmo nonsense com que o coelho de Alice olhava para o relógio. Assim ganhou as eleições, porque, obviamente, ninguém pode gostar do PEC, nem mesmo os militantes do PSD.  
  No entanto, o momento é para criar aparências, visto que disso vive o sistema capitalista. E se o Coelho não tiver, agora, muito cuidado com os seus passos, poderemos deslizar todos pelo buraco e vermo-nos, de um momento para o outro, dependurados como coelhos nos talhos, num país que não cessa de encolher.
  Por isso, que o Coelho se preocupe com o vestuário e, para já, não dê muita corda ao relógio. Que o caminho para o buraco seja lento!!

sábado, 20 de março de 2010

Trocas de Trocado em tempos de P.E.C.


O Secretário de Estado da Educação João Trocado da Mata trocou, ontem, por diversas vezes, a fórmula inicial do seu discurso na Assembleia da República. Primeiro, começou o discurso por S.ras Deputadas e foi imediatamente interrompido pelo Presidente da Assembleia, Jaime Gama, que o corrigiu. Em seguida, passou a Sr. Presidente, S.res Deputados e Jaime Gama corrigiu-o de novo. À terceira vez, começou por Sr. Presidente, S.ras Deputadas. Neste momento, Jaime Gama recusou-se a dar-lhe a palavra. Então, alguém soprou a fórmula certa e só então o Secretário Trocado da Mata iniciou a sua intervenão correctamente, de acordo com as supostas regras da Assembleia - Sr. Presidente, S.ras e S.res Deputados.
  Que diabo! Não seria preferível fazer uma breve formação inicial para os recém-chegados à política e ao parlamento para não sujeitar esses políticos a estes vexames?
  Será que Jaime Gama queria desviar a atenção do P.E.C.? Ou nutrirá alguma antipatia pelo secretário Trocado? Ou, para fazer humor, terá resolvido gozar com o apelido «Trocado» do secretário? E ainda por cima da educação!! Na verdade, o secretário Trocado deveria ser exemplarmente correcto. Para educar os outros cidadãos!
  É óbvio que o P.E.C. passou, ontem, a segundo plano e as trocas do secretário Trocado passaram a momento do dia. E não houve telejornal que não repetisse a cena. Espanta-me que ainda não esteja no Youtube (verifiquei antes de começar este post ).
 

segunda-feira, 15 de março de 2010

O clima de suspeição no filme «Estado de Guerra», de Kathryn Bigelow

(publico.pt)

  Há guerra, há trabalho, há missão! Os soldados americanos foram para o Iraque porque o governo do seu país assim o decidiu e têm que cumprir o serviço militar que lhes foi destinado. A quase totalidade desses soldados gostaria de não estar ali, tem medo, preferiria não enfrentar a morte, obviamente. São seres humanos e aquela não é a sua causa. Para alguns, no entanto, aquele trabalho torna-se uma dependência e a guerra funciona como uma droga.
  No entanto, no meu ponto de vista, a parte mais interessante deste filme de Kathryn Bigelow é o clima de suspeição que os soldados americanos enfrentam no Iraque. Todos os iraquianos se comportam como suspeitos, são vistos pelos soldados como suspeitos. Homens, mulheres, velhos, novos, crianças! Nas varandas, nas janelas, nos minaretes, nos mercados, nas ruas! As suas caras, a sua postura, os seus gestos ou ausência deles, tudo nos iraquianos é suspeito. E a tensão que advém dessa suspeição é insuportável para os soldados, quase insuportável para o expectador.
   O filme está extremamente bem feito. Eu não gosto de filmes de guerra. Gostei deste.
   E ficou-me a pergunta: Se ninguém queria lá os americanos a que propósito é que se foram lá meter? Não se deve meter o bedelho onde não se é chamado.
   Kathryn Bigelow ganhou o óscar de melhor realizadora e ainda bem. Para mim, o filme Um Homem Sério, dos irmãos Cohen, seria o vencedor. Nunca o Avatar! Mas não deve ter sido fácil filmar «Estado de Guerra».

   

sábado, 13 de março de 2010

Giríssimo, giríssimo!! O filme «Alice no País das Maravilhas», de Tim Burton


  Em primeiro lugar, «Alice no País das Maravilhas», de Tim Burton, tem que ser visto num lugar a meio da sala porque as legendas são em letra bastante pequena e em amarelo. Eu vi-me obrigada a ver o filme pela segunda vez, dado que cometi o erro de comprar bilhete longe do écran a primeira vez que me decidi a ver o filme.
  Mas valeu a pena comprar segundo bilhete, mesmo ao preço exagerado a que estão os bilhetes (pelo menos os óculos deveriam servir para várias sessões)!
  «As melhores pessoas são todas loucas», a frase que o pai de Alice usa no início do filme para a acalmar dos pesadelos e que Alice repete no país das maravilhas numa atitude de ternura para com o Chapeleiro, é uma frase que viabiliza toda a fantasia do filme, todo o non sense que ao longo do filme se carrega de sentido. Os expectadores deixam a sala cinema, depois de viverem quase duas horas num mundo inverosímil, convencidos que, se enfrentarem as situações mais difíceis da vida, ultrapassando o medo através  da crença no poder das palavras e dos pensamentos, poderão vencer, transformar o mundo e viver mais felizes.
   Esta Alice,  a Alice da conhecida história de Lewis Carroll, treze anos depois, quando involuntariamente ia ser pedida em casamento por um indigesto lorde inglês, uma Alice que não gostava de usar meias e achava o espartilho parecido com um bacalhau, vai descobrir no mundo das maravilhas, o seu valor, a realidade das pessoas e a importância de aceitar essa realidade.
  «Alice no País das Maravilhas» é um filme sobre a afirmação da mulher num mundo, economicamente, governado por homens. É um filme do século XXI.
  O «dia da Dita» transforma-se reamente num «bendito dia». «Abaixo a maldita corta-cabeças», abaixo todos os malditos corta-cabeças! Viva o poder da espada Vorpal (como o poder da espada do Rei Artur)!  «Sabes porque é que um corvo se parece com uma secretária?» - ninguém sabe e ainda menos aquele que, com o objectivo de intimidar os mais fracos, coloca a pergunta.  

segunda-feira, 8 de março de 2010

As pessoas desesperadas do «Norte», filme de Rune Denstad Langlo





  Mais um filme norueguês que trata o tema da solidão e do desespero humano que lhe está associado. O «Norte», de Rune Denstad Langlo, retrata uma noruega invernosa, coberta de neve e assolada frequentemente por  tempestades de ventos e neve que facilitam o isolamento das pessoas e dificultam as ligações rodoviárias entre as povoações.
  Jomar, um atleta de esqui que, no seguimento de uma depressão, se divorcia e passa a trabalhar como guarda numa pista de esqui, decide, no auge do desespero e da ansiedade, incendiar a sua casa e partir numa moto de neve rumo ao norte para conhecer o seu filho de quatro anos. E é nesta viagem pelo interior da Noruega, no meio de montanhas geladas e de abetos, que contacta com pessoas, tão vítimas de solidão como ele, que o tratam com amizade e o reconhecem como ser humano.
  Trata-se de adolescentes, a quem os pais abandonaram e deixaram com a avó ou que deixaram mesmo sozinhos a tratar da casa por estarem cancerosos e quererem fazer uma última viagem  pelo mundo, que necessitam de um amigo, alguém que esteja com eles, a quem possam ajudar, com quem possam partilhar alguns momentos de confraternização. Ou de um velho que abandona a casa da família para morrer sozinho numa tenda no meio da neve.
  O álcool  e os comprimidos para a ansiedade são os companheiros permanentes de Jomar. Mas, com as amizades, ainda que fugazes, que vai travando, essa ansiedade vai diminuindo e o álcool e os comprimidos também.
  Jomar chega ao norte, decide-se a chegar ao norte, e isso pode simbolizar a esperança de uma nova vida, de uma nova atitude perante a vida.
   
   Estes filmes da Europa de Norte não são espectaculares como os filmes de Hollywood, nem são seleccionados para os óscares, mas contém uma visão da vida muito mais próxima das pessoas. E têm paisagens magníficas e um humor muito particular.

sábado, 6 de março de 2010

Os dois últimos filmes da destruição da ilha da Fuzeta

 Mais um capítulo da história da destruição da ilha da Fuzeta.




  As fotografias que se seguem (do restaurante Caetano) foram tiradas no sábado do último Carnaval, um dia antes dos grandes temporais de Fevereiro.




domingo, 28 de fevereiro de 2010

O que quer Deus (Hashem) de «Um homem sério»? O filme de Ethan e Joel Coen

(publico.pt)

  O filme «Um Homem Sério», de Ethan e Joel Coen (os irmãos Coen) é um filme de um humor excepcional sobre a vida de uma família de judeus, inseridos numa comunidade judaica. E sobre um professor de Matemática (Judeu) de uma universidade americana, Lawrence Gopnik, que ensina o Princípio da Incerteza de Heisenberg (o gato ou está morto ou não está morto) e a quem um aluno coreano quer subornar para obter uma nota alta num exame e continuar a receber a sua bolsa de estudo.
  Logo no prelúdio do filme, uma grande máxima aparece no écran: Recebe com felicidade tudo o que pode acontecer. E esta máxima vai ser o grande motor do filme.
  Na primeira parte do filme, toda a espécie de contrariedades acontecem a Larry Gopnik, desde a mulher que, inesperadamente, lhe exige um divórcio ritual (gett) para poder casar com um vizinho e amigo da família até à situação absurda de ter que pagar o funeral deste mesmo amigo-traidor, quando, por ironia, ele falece num acidente de automóvel.
  De rabino em rabino, Larry Gopnik quer saber por que razão é que Deus o castiga com tanta infelicidade, mas os rabinos são evasivos ou respondem-lhe com a pergunta de retórica: o que quererá Deus de ti? Mas mesmo no maior desespero, o professor de Matemática mantém-se um homem sério e não aceita o suborno.
   De repente, tudo se inverte e, quer famíliar quer profissionalmente, todas as situações começam a ser-lhe favoráveis. (O gato não está morto.) É, no entanto, breve a felicidade...
  Fica a pergunta: «Quando a verdade se revela uma mentira e toda a esperança morre dentro de ti, o que fazes?» O mais sábio, parece ser a lição do filme, é receber com alegria tudo o que acontecer, mesmo o mais absurdo. 
    


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Jardim já não quer «brincar à porrada com a Natureza»

(Correio da Manhã)


  O Dr. João Jardim disse, há alguns dias atrás, a propósito da reconstrução de uma estrada na Ilha da Madeira que ficara totalmente destruída com a tempestade catastrófica que assolou a ilha no dia 20 deste mês, que já estava farto de brincar à porrada com a Natureza.
  Começo a pensar numa possível reconciliação com Jardim. Uma afirmação destas significa reconhecer as culpas e ter vontade de mudar a sua atitude perante a facilidade e o imediatismo da construção, perante os interesses económicos de alguns, o primado do turismo, etc. Significa ter vontade de mandar fazer estudos ambientais, de planificar, de programar uma reconstrução racional.
  Não tenho ouvido os representantes do Governo da República falar deste modo após os desastres ambientais que se têm sucedido, com alguma frequência, no continente.
  Jardim quer que a ilha da Madeira seja um jardim, que atraia turistas, que não afaste os habituais cruzeiros que fazem escala no Funchal. Parece-me um nobre desejo, que só vem salientar o seu empenhamento no bem-estar económico dos madeirenses. Se a não declaração de calamidade não afectar a reconstrução de todas as casas, nem a indemnização de todos os que foram realmente prejudicados, ricos e pobres, para quê acentuar a tragédia e afugentar turistas?
  E se o Dr. João Jardim é capaz de mudar os seus ódios políticos, às vezes bastante primários, quando reconhece atitudes de generosidade, então, teremos que prestar atenção a este cidadão português que é muito menos maluco do que sempre pareceu.


  

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Um poema (excerto), de Gonçalo M. Tavares



Sem ARROZ não há filosofia, portanto o arroz é a filosofia,
são as ideias, as teses, os argumentos, as Palavras.
Tudo o que se escreve não se escreveria se não fosse tanto o
arroz como a irmã alface a irmã carne do lombo e o irmão peixe.
Portanto: tudo o que se escreve, não é alguém que escreve,
mas o arroz.
Uma fórmula síntese:
o arroz, esse incansável escritor! O Trigo, o pão, e outros
incansáveis escritores.
Outra síntese: Foi o Trigo que escreveu tudo: desde Homero
até BHAGAVAD-GUITA até Joyce e até sempre.
A princípio não era o Verbo, era SIM o Trigo, o Arroz.
Sem arroz não há verbo.
Há primeiro Fome e depois Morte, apagamento súbito.
E os Mortos não escrevem, ou se escrevem não se vê.
Porque os alimentos são, acima de tudo, os maiores amigos;
morrem, a cada dia, por nós: o ARROZ é, pois, o grande sacrificado.
E a alface, por exemplo.


Investigações.Novalis, de Gonçalo M. Tavares



sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Do lado de cá, via-se assim

Na terça-feira de Carnaval, da vila da Fuzeta, via-se a ilha e a barra aberta no dia anterior tal como mostram as fotografias (só hoje consegui colocar no computador).




Na fotografia a seguir, há uma novidade. Pois é, já há restrições para os cães na Fuzeta. Era o único sítio do país onde os cães andavam à vontade, tão livres como as pessoas. O Scotty, o cão do propretário do Capri, todos os dias vai, sozinho, tomar banho à ria. Isto é, sai do restaurante que fica situado no Largo da vila e, atravessando ruas e estradas, dirige-se à ria e desfruta do seu prazer diário. Fiquei a saber que, depois de serem colocadas estas tabuletas, mudou o seu horário de banho, passou a ir mais tarde, depois das pessoas se terem retirado (foi o dono que me disse.) Cão muito inteligente!

 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O mar abriu nova barra na ilha da Fuzeta

  Abriu uma nova barra na ilha da Fuzeta. Nova parece que não é bem assim. Esta barra já existiu há umas décadas atrás. E o próprio mar que a abriu encarregou-se de a fechar, bem como outras duas que já estiveram abertas (são as chamadas «barras divagantes») .
  Hoje, o espectáculo era para não esquecer. Via-se o mar, em directo da vila da Fuzeta! Ondas enormes, fabulosas, ali, a olho nu.(Claro que com uns binóculos seria ainda melhor.) E um promontório como nas pinturas. Está-se a ver onde é que os fuzetences passaram a tarde, mesmo com uma razoável ventania, ameaças de chuva e a ria de uma cor verde acastanhada. Especados frente à ria, com binóculos ou não, a olhar para a ilha. O bar da «praia dos tesos» estava cheio de gente. (Parece que qualquer dia qualquer «teso» pode ter uma fabulosa praia mesmo ao pé! E eu não me importo nada.)
  A natureza está a agir, a mudar a ilha e agora só é necessário que o Ministério da Marinha faça diligências para que os escombros das casas destruídas sejam removidos, bem como todos os objectos danosos que por lá andam. E que nunca mais deixem construir lá casas! Apenas estruturas de apoio em madeira, como snackbares e sanitários, que após o Verão possam ser desmontadas.
  Que danos toda esta destruição pode ter causado e vir ainda a causar na fauna marinha era um assunto que devia ser discutido publicamente. 






domingo, 14 de fevereiro de 2010

Dois poemas de amor do poeta árabe Ibn `Ammâr


À bem-amada

Minha alma quer-te
Ainda que haja nisso tortura
E sigo-te na ânsia da procura.
Que estranho ser difícil nossa ligação
Se os desejos ambos concordam!
Que quereria mais meu coração
Quando amargurado te buscou em vão
E meus olhos te viram e amaram?
Allah bem sabe que não há razão
De vir aqui senão para te encontrar
Como desejo que o vigia não esteja
Em nosso encontro
Para os teus lábios doces eu provar
Para folgar no jardim da tua face
Para beber do copo de langor
Que teus olhos oferece.

O servidor do vinho

Gostei dele quando serviu o vinho
No salão, era como uma lua ao redor de um planeta
Seu movimento derramava perfume
Que o seu próprio odor humedecia
Qual terno ramo tocado pelo vento leste.
Anda, vai levando a taça de vinho
Com dedos da açucena
E seus olhos de narciso faz girar.


 ( poemas retirados do livro Itinerários da poesia - poetas árabes no Gharb al-Ândalus, de Mostafa Zekri)

  Ibn`Ammâr nasceu em Silves e foi um ilustre poeta e governador dessa cidade. Morreu em 1084.