domingo, 15 de maio de 2011

WORLD PRESS PHOTO 11 - imagens trágicas e outras inesperadas deste planeta

 A exposição de fotografia WORLD PRESS PHOTO 11 encontra-se até ao dia 22 de maio no Museu da Eletricidade, em Lisboa. Trata-se de um extraordinária exposição de fotografias de acontecimentos e situações que ocorreram no mundo no último ano. Num planeta em que grandes tragédias aconteceram, não podemos estranhar alguns horrores que aquelas imagens revelam. Mas outras imagens espantosas e ternas nos esperam nesta exposição.





























quinta-feira, 12 de maio de 2011

A TROIKA Bang! Bang! - QUEM DEVE MUDAR DE VIDA??



     A TROIKA(Comissão Europeia, FMI e BCE) apresentou no passado dia 4 de Maio o programa para Portugal nos próximos 3 anos (2011/2013) resultado das negociações com o partido no Governo (PS) e com os dois partidos candidatos a governo (PSD e CDS). (O BE e o PC demarcaram-se das negociações com a Troika e colocam-se cada vez mais num mundo imaginário, com críticas e propostas que caiem no vazio).
  O programa da Troika exige obviamente a redução do défice para que seja concedida a ajuda económica. (Claro que neste mundo de especuladores trafulhas não se pode ter défices nem acreditar em sonhos de União Europeia!!, estou plenamente de acordo. E acho que todos os esforços devem ser centrados em acabar com as dívidas, e fugir dos «mercados» e das «agências de rating».)  E para reduzir o défice - BANG! BANG! - cortes e mais cortes, tiros por todo o lado! Nas pensões, nos benefícios de saúde, nas admissões na Função Pública, nas deduções fiscais, nos subsídios de desemprego, no número de municípios e de freguesias, nos serviços da Administração Pública, etc., etc., etc. - cortes e aumentos dos impostos IRS, IVA, IRC... 
 Verdade se diga que havia alguns anos que me vinha espantando com a riqueza deste país - tanta obra pública (sempre as melhores do mundo), tantos Centros Comerciais, tanta fundação (na minha opinião, a Fundação Berardo destruiu o CCB, o espólio do Berardo já não sabe que mais voltas há-de dar e nós não conseguimos ver mais nada!), tantos prémios para gestores das empresas públicas e público-privadas, tantos automóveis de luxo para as chefias dessas mesmas empresas, tanto Secretário de Estado, tanto Ministro, tanto... tanto...
  E agora a ordem é MUDAR DE VIDA! QUEM?? QUEM tem que mudar de vida? Acabam as almoçaradas e jantaradas dos políticos pagas com os dinheiros públicos, acabam os automóveis de luxo e motoristas de políticos, gestores, chefias, etc., acabam os prémios dos «boys» e demais «amiguinhos», acabam as exorbitâncias e os luxos das obras públicas (escolas com luxos desnecessários, novos museus que ninguém entende, autoestradas supernumerárias, etc., etc....), acabam as rendas astronómicas para a Mota Engil, a Lusoponte, a Parque Escolar, a Parque Expo, etc., etc.?? Ou não acaba nada e quem tem que mudar de vida é quem sempre viveu de salários limitados, de aumentos de vencimentos a conta-gotas, de estrangulamentos de IRS e Iva, aqueles que desde sempre vivem a contar os cêntimos??
   Vou gostar de ver QUEM vai mudar de vida neste país!!
   INDIGNAI-VOS, sim, com sentimento e com ação!!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Bin Laden morto,«Bin Laden» posto?

   Uma unidade das Seal Team Six, força dos EUA vocacionada para a ação antiterrorista e que tem por missão  executar operações secretas, tomou  de assalto uma residência na periferia da cidade de Abbottabad, no Paquistão, e matou Osama Bin Laden, o líder da Al-Qaeda, inimigo número um dos EUA após os atentados de 11 de setembro às Torres Gémeas em Nova Iorque e ao Pentágono.
  Nos EUA, muitas pessoas festejaram, foi a vitória da caça ao assassino que vinha sendo perseguido desde 2001 e a vingança, porventura pessoal, porventura coletiva e irracional.
  Na linha da tradição texana de caça aos grandes pistoleiros assassinos, os Billy the Kids americanos, ou aos líderes índios, como o último dos guerreiros apache, Geronimo, (a operação dos Seal chamou-se «Geronimo»), G. W. Bush tinha como principal objetivo capturar «vivo ou morto» Bin Laden e Barack Obama, o Nobel da Paz de 2009, ordenou e seguiu em direto a operação final, anunciando ao mundo, na noite do passado dia 1 de Maio, que tinha sido feita justiça e que o seu dever estava cumprido.
  Nós, os europeus, abominamos os ataques terroristas da Al-Qaeda, o fundamentalismo desenfreado e paranóico dos talibãs, dos bombistas-suicidas, dos seguidores alienados de Bin Laden. Eu abomino! Repudiamos os extremismos a que a religião islâmica  tem conduzido, a desigualdade em relação às mulheres, o obscurantismo medieval de muitos dos seus costumes e tradições. Eu repudio! E temos, obviamente, terror das ações catastróficas que eles poderão vir a desencadear!
  Mas também rejeitámos as ações da CIA, a polícia secreta dos EUA,  no 11 de setembro do Chile de Salvador Allende, na perseguição e morte de Ernesto Che Guevara, nas perseguições a supostos comunistas durante a Guerra Fria (Ethel e Julius Rosenberg e tantos outros), etc., etc. E estamos cientes de que a chamada 3ª Grande Guerra, esta que vem sendo feita das investidas bélicas dos EUA, no Vietname, no Kuwait, no Iraque, no Afeganistão,..., e das respostas terroristas da Al-Qaeda e de outros grupos extremistas, está em curso.
  A morte de Bin Laden foi uma vitória dos EUA, mas outros líderes terroristas tomarão o lugar de Bin Laden, um Adam Yahiye Gadahn ou um Ayman Al-Zawahiri ... Esta guerra não acabou de um momento para o outro, não acabou com a morte de Bin Laden. Trata-se de uma guerra subtil, rancorosa, que se alimenta do ódio, do desgaste e do tempo. E de vingança em vingança haverá de continuar!

terça-feira, 26 de abril de 2011

25 de Abril - desfile em Lisboa (algumas imagens)



  Esperei o desfile do 25 de Abril (37 anos de comemoração) a meio da Avenida da Liberdade e durante 1h e 30m  acompanhei a sua passagem. O 25 de Abril continua vivo nas vozes e no ânimo dos portugueses! 


















domingo, 24 de abril de 2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ler em COMUNIDADES - o encanto das leituras múltiplas





  Há alguns anos que sabia da existência de Comunidades de Leitores, mas só agora comecei a ter tempo para frequentá-las. Tinha ouvido falar muito positivamente desta em que estive ontem pela terceira vez - a Comunidade de Leitores da Culturgest.
  O tema deste ciclo de leituras foi - o medo - e eu li e participei na discussão dos livros: A Boa Vida, de Jay McInerney, sobre a vida da alta burguesia em Nova Iorque, antes e depois do 11 de setembro, Nunca me deixes, de Kazuo Ishiguro, romance de ficção científica sobre clones que, em Inglaterra, terão sido criados para doarem órgãos quando adultos e A volta no parafuso,  de Henry James, sobre uma precetora inglesa que enfrenta o medo e os fantasmas para «salvar» as crianças que foi encarregada de educar e proteger. (Breves recensões sobre estes romances poderão ser lidas no blogue Comunidade de Leitores que faz parte dos sites a visitar (favoritos) deste meu blogue.)
  Esta Comunidade de Leitores, que realiza as sessões numa sala da Culturgest, tem à frente Helena Vasconcelos, crítica literária, pessoa cuja abertura e simpatia convida a um estar desinibido e agradável.
   O encanto destas sessões, para além de obrigar a uma organização pessoal para fazer leituras diferentes daquelas que o percurso de cada um vai selecionando, está nas leituras múltiplas que os romances desencadeiam e que os membros da comunidade fazem questão de apresentar - leituras literárias, leituras psicanalíticas, leituras «políticas», leituras «domésticas», leituras eróticas, leituras intertextuais, etc., etc.
  O programa NADA DE CULTURA da TVI24, de 6 de abril, teve como tema, precisamente, as comunidades de leitores em Portugal e nele estiveram as representantes de duas comunidades de leitores de Lisboa, Helena Vasconcelos da Culturgest e Filipa Melo da LIvraria Almedina.  

Podem ver este video no link em baixo!

    http://www.tvi24.iol.pt/programa/4162/12

quarta-feira, 13 de abril de 2011

EDIFÍCIO DO MAR (Oceanário de Lisboa) - com fachada do catalão Toni Cumella


   O novo Edifício do Mar, inaugurado no início deste mês, foi construído junto ao Oceanário de Lisboa, no Parque das Nações, e apresenta uma bela fachada de cerâmica em que cada peça é uma «escama de peixe» - as aberturas que permitem a entrada da luz correspondem à ausência da «escama». Esta fachada é da autoria de Toni Cumella, responsável pela restauração do Parque Guell, em Barcelona. (A fotografia em cima mostra a fachada vista do interior, de um restaurante simpático, repousante e acessível economicamente.)
  A atual exposição de tartarugas permite também observar os corais do fundo dos mares, que nos relembram o planeta maravilhoso em que vivemos.
  ( O edifício custou 4,5 milhões de euros que a empresa responsável, a Parque Expo, pretende amortizar em 4  anos. O objetivo da construção, dizem, é diminuir as visitas ao edifício central do Oceanário.)








 


segunda-feira, 11 de abril de 2011

SNOHETTA - a arquitetura norueguesa no Museu da Eletricidade


   No Museu da Eletricidade, em Lisboa,  até 24 de Abril, encontra-se uma exposição de arquitetura dos projetos mais relevantes do ateliê Snohetta, entre os quais, o do Teatro Nacional de Ballet e Ópera da Noruega, o da Biblioteca de Alexandria no Egipto e o do Centro de Conhecimento e Cultura Rei Abdulaziz em Dahahran na Arábia Saudita.
 A exposição, que tem corrido mundo, apresenta maquetas, filmes, fotografias e desenhos dos projetos. Estas obras fazem-nos sentir no FUTURO, num universo extraordinário que, aqui e ali, começa já a concretizar-se.


Esta é a Ópera de Oslo! 






Esta é a Biblioteca de Alexandria!


Este é o Centro de Conhecimento e Cultura Rei Abdulaziz!






sexta-feira, 8 de abril de 2011

O que está por detrás das agências de rating?



(publico.pt)


 Portugal viu-se obrigado a pedir ajuda ao FMI (FEEF) na sequência da crise económica internacional e nacional, cujos agentes determinantes foram os banqueiros corruptos, os negociantes fraudolentos dos fundos de investimento, os produtos bancários tóxicos, enfim toda a escumalha que tem enriquecido facilmente nesta sociedade.
  No último ano, as agências de rating divertiram-se a aumentar os juros da dívida pública portuguesa, baixando ratings ao mínimo conflito social ou político, de forma a que já nem os deputados podiam abrir a boca  no Parlamento, com medo da descida do rating (aconselhavam-se uns aos outros a ficar calados).
 Ontem, um grupo de economistas, em que se destaca o Professor José Reis, economista, da Universidade de Coimbra, decidiu entregar na Procuradoria-Geral da República uma queixa contra estas agências, acusando-as de crime de manipulação dos mercados e pedindo um inquérito às suas duvidosas atividades.

«Duas dessas agências – Moody’s e Standard & Poor’s – têm inclusive um “mesmo fundo de investimento como proprietário”, adverte o economista, e as decisões que as entidades tomam, “que influenciam as taxa de juro”, têm um impacto significativo no endividamento dos países, “podendo afectar a sua estabilidade” financeira e económica. »

«Sendo este o papel que tem sido atribuído no mercado a estas três agências, “não pode permitir-se que ajam de forma a alterar o preço dos juros, direccionando o mercado para situações em que elas próprias ou os seus clientes tenham interesse e retirem benefícios”, declara o grupo de economistas. »
 Leiam o artigo em baixo:

http://www.publico.pt/Política/economistas-entregam-queixa-contra-agencias-de-rating_1488828


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Poema a propósito - «JOSÉ», de Carlos Drummond de Andrade


JOSÉ

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?


Carlos Drummond de Andrade


terça-feira, 29 de março de 2011

Quem nos dera uma Dilma Rousseff no governo português!

(Lusa)

  Dilma Rousseff mostrou, na entrevista a Miguel Sousa Tavares, que é uma mulher consciente dos problemas do seu país e determinada a prosseguir objetivos corretos para os ultrapassar e, na continuação da política de Lula da Silva, transformar o Brasil num país próspero, onde os brasileiros gostem de viver e vivam numa situação económica razoável.
  Dilma revelou simplicidade, bom senso, inteligência, simpatia e uma visão política nova, isto é, que aposta em mudanças na economia mundial e que tomará medidas para alterá-la.
 Gostei de ver e ouvir Dilma nesta entrevista. Gostei de ver e ouvir tudo o que não vejo nem ouço aos políticos portugueses.



Quem acredita nos «mentirosos» do processo Casa Pia?


   Eu quereria não voltar a falar do processo Casa Pia, até porque considero que todas as manifestações que, desde o final do julgamento, têm vindo a lume, são apenas o estrebuchar dos condenados.
  No entanto, fiquei completamente desiludida com o comentador de esquerda, Daniel Oliveira, que, no programa Eixo do Mal, convidou os expectadores a lerem a entrevista de uma das vítimas do processo Casa Pia, Ilídio Marques, no Jornal Expresso deste sábado. 
 Já em crónicas passadas deste mesmo jornal, Daniel Oliveira apresentava dúvidas sobre os depoimentos das vítimas deste processo, parecendo defender os acusados, sobretudo Carlos Cruz. Isso já me parecera estranho! Mas que incite à leitura de uma entrevista que, a qualquer leigo, cheira a coisa «comprada» por aqueles que tendo sido condenados não sabem parar e assumir culpas, parece-me imperdoável. Não, não posso admirar um intelectual que se deixa levar por coisa tão primária!
 Nem sequer se junta 1 + 1 para dar 2? A entrevista de Bibi não quis dizer nada? E esta agora deixa algumas dúvidas?
  Vá lá, não nos façamos de parvos, nem façamos os outros parvos!