segunda-feira, 26 de setembro de 2011

MEIA-NOITE EM PARIS, de Woody Allen - entre tempos, na mesma cidade!


  Paris em 2010, Paris em 1929, Paris em 1890! Sempre Paris, épocas diferentes, personagens e personalidades diferentes! Este filme de Woody Allen é verdadeiramente uma homenagem a Paris e ao universo de celebridades que lá viveu, conviveu e consolidou o seu génio.
  Gil Pender, escritor americano ainda inseguro das suas capacidades e do seu talento, encontra-se em Paris numa viagen prénupcial, com a noiva e os futuros sogros. Gil Pender é o elemento dissonante nesta família da alta burguesia americana, formal e preconceituosa, de ambições e horizontes limitados. 
  Eleito da hora mágica, a meia-noite, Gil Pender viaja no tempo e, nas noites dos anos 20 em Paris, conhece Cole Porter, Scott Fitzgerald, Hemingway, Dalí, Man Ray, Buñuel, Pablo Picasso, enfim, penetra numa «mina» onde se encontram os maiores artistas e escritores de todos os tempos. Gertrude Stein lê o manuscrito do romance que Pender anda a escrever, apresenta-lhe criticas e conselhos. Que sonho mágico, que orgia intelectual!
  Pela mão da encantadora Adriana, a modelo de Picasso, viaja até à Belle Époque (1890), conhece Toulouse Lautrec, as Folies Bergères,...
  Segundo os críticos  de cinema, a mensagem deste filme visa destruir o mito da Idade de Ouro. A Idade de Ouro será sempre aquela em que não vivemos e desejaríamos ter vivido! Mas essa não é melhor nem pior do que a nossa.
  Para mim, este filme representa a fusão dos tempos e Paris entre os tempos e a civilização e riqueza intelectual em que nós, felizmente, vivemos.
  E, para além disto, Gil Pender fala como Woody Allen e a jovem antiquária parisiense tem a cara da Mia Ferrow! Todos os filmes de Woody Allen estão neste filme!
  Estou a exagerar? Como a canção de Cole Porter, música de fundo do filme, « Let' fall in love...» por este filme de Woody Allen...