terça-feira, 26 de abril de 2011

25 de Abril - desfile em Lisboa (algumas imagens)



  Esperei o desfile do 25 de Abril (37 anos de comemoração) a meio da Avenida da Liberdade e durante 1h e 30m  acompanhei a sua passagem. O 25 de Abril continua vivo nas vozes e no ânimo dos portugueses! 


















domingo, 24 de abril de 2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ler em COMUNIDADES - o encanto das leituras múltiplas





  Há alguns anos que sabia da existência de Comunidades de Leitores, mas só agora comecei a ter tempo para frequentá-las. Tinha ouvido falar muito positivamente desta em que estive ontem pela terceira vez - a Comunidade de Leitores da Culturgest.
  O tema deste ciclo de leituras foi - o medo - e eu li e participei na discussão dos livros: A Boa Vida, de Jay McInerney, sobre a vida da alta burguesia em Nova Iorque, antes e depois do 11 de setembro, Nunca me deixes, de Kazuo Ishiguro, romance de ficção científica sobre clones que, em Inglaterra, terão sido criados para doarem órgãos quando adultos e A volta no parafuso,  de Henry James, sobre uma precetora inglesa que enfrenta o medo e os fantasmas para «salvar» as crianças que foi encarregada de educar e proteger. (Breves recensões sobre estes romances poderão ser lidas no blogue Comunidade de Leitores que faz parte dos sites a visitar (favoritos) deste meu blogue.)
  Esta Comunidade de Leitores, que realiza as sessões numa sala da Culturgest, tem à frente Helena Vasconcelos, crítica literária, pessoa cuja abertura e simpatia convida a um estar desinibido e agradável.
   O encanto destas sessões, para além de obrigar a uma organização pessoal para fazer leituras diferentes daquelas que o percurso de cada um vai selecionando, está nas leituras múltiplas que os romances desencadeiam e que os membros da comunidade fazem questão de apresentar - leituras literárias, leituras psicanalíticas, leituras «políticas», leituras «domésticas», leituras eróticas, leituras intertextuais, etc., etc.
  O programa NADA DE CULTURA da TVI24, de 6 de abril, teve como tema, precisamente, as comunidades de leitores em Portugal e nele estiveram as representantes de duas comunidades de leitores de Lisboa, Helena Vasconcelos da Culturgest e Filipa Melo da LIvraria Almedina.  

Podem ver este video no link em baixo!

    http://www.tvi24.iol.pt/programa/4162/12

quarta-feira, 13 de abril de 2011

EDIFÍCIO DO MAR (Oceanário de Lisboa) - com fachada do catalão Toni Cumella


   O novo Edifício do Mar, inaugurado no início deste mês, foi construído junto ao Oceanário de Lisboa, no Parque das Nações, e apresenta uma bela fachada de cerâmica em que cada peça é uma «escama de peixe» - as aberturas que permitem a entrada da luz correspondem à ausência da «escama». Esta fachada é da autoria de Toni Cumella, responsável pela restauração do Parque Guell, em Barcelona. (A fotografia em cima mostra a fachada vista do interior, de um restaurante simpático, repousante e acessível economicamente.)
  A atual exposição de tartarugas permite também observar os corais do fundo dos mares, que nos relembram o planeta maravilhoso em que vivemos.
  ( O edifício custou 4,5 milhões de euros que a empresa responsável, a Parque Expo, pretende amortizar em 4  anos. O objetivo da construção, dizem, é diminuir as visitas ao edifício central do Oceanário.)








 


segunda-feira, 11 de abril de 2011

SNOHETTA - a arquitetura norueguesa no Museu da Eletricidade


   No Museu da Eletricidade, em Lisboa,  até 24 de Abril, encontra-se uma exposição de arquitetura dos projetos mais relevantes do ateliê Snohetta, entre os quais, o do Teatro Nacional de Ballet e Ópera da Noruega, o da Biblioteca de Alexandria no Egipto e o do Centro de Conhecimento e Cultura Rei Abdulaziz em Dahahran na Arábia Saudita.
 A exposição, que tem corrido mundo, apresenta maquetas, filmes, fotografias e desenhos dos projetos. Estas obras fazem-nos sentir no FUTURO, num universo extraordinário que, aqui e ali, começa já a concretizar-se.


Esta é a Ópera de Oslo! 






Esta é a Biblioteca de Alexandria!


Este é o Centro de Conhecimento e Cultura Rei Abdulaziz!






sexta-feira, 8 de abril de 2011

O que está por detrás das agências de rating?



(publico.pt)


 Portugal viu-se obrigado a pedir ajuda ao FMI (FEEF) na sequência da crise económica internacional e nacional, cujos agentes determinantes foram os banqueiros corruptos, os negociantes fraudolentos dos fundos de investimento, os produtos bancários tóxicos, enfim toda a escumalha que tem enriquecido facilmente nesta sociedade.
  No último ano, as agências de rating divertiram-se a aumentar os juros da dívida pública portuguesa, baixando ratings ao mínimo conflito social ou político, de forma a que já nem os deputados podiam abrir a boca  no Parlamento, com medo da descida do rating (aconselhavam-se uns aos outros a ficar calados).
 Ontem, um grupo de economistas, em que se destaca o Professor José Reis, economista, da Universidade de Coimbra, decidiu entregar na Procuradoria-Geral da República uma queixa contra estas agências, acusando-as de crime de manipulação dos mercados e pedindo um inquérito às suas duvidosas atividades.

«Duas dessas agências – Moody’s e Standard & Poor’s – têm inclusive um “mesmo fundo de investimento como proprietário”, adverte o economista, e as decisões que as entidades tomam, “que influenciam as taxa de juro”, têm um impacto significativo no endividamento dos países, “podendo afectar a sua estabilidade” financeira e económica. »

«Sendo este o papel que tem sido atribuído no mercado a estas três agências, “não pode permitir-se que ajam de forma a alterar o preço dos juros, direccionando o mercado para situações em que elas próprias ou os seus clientes tenham interesse e retirem benefícios”, declara o grupo de economistas. »
 Leiam o artigo em baixo:

http://www.publico.pt/Política/economistas-entregam-queixa-contra-agencias-de-rating_1488828


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Poema a propósito - «JOSÉ», de Carlos Drummond de Andrade


JOSÉ

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?


Carlos Drummond de Andrade