Na semana de 13 de Maio, alguns milagres foram anunciados - a ausência de chuva na tarde de terça-feira (11 de Maio) em Lisboa e o afastamento da nuvem de cinzas vulcânicas do espaço aéreo português - e, por graça de sua santidade, os milagres concretizaram-se.
O primeiro ministro de Portugal chegou a anunciar, na noite desse mesmo dia, que o aumento das exportações, no primeiro trimestre deste ano, tinha sido o maior desde há não sei quantos anos (nem quero saber) e que o crescimento económico do país era também qualquer coisa espantosa. Milagre! O Papa fizera mais este milagre!
Mas no dia 13 é que foi... Enquanto, em Fátima, os fiéis, os videntes e outros peregrinos se deliciavam com Papas doces, Papas móveis, Papas ópios, etc. , em Lisboa, as galinhas poedeiras, em Concílio Financeiro, depois de dançarem o tango e outros preliminares, puseram-se no choco e os ovos começaram a sair.
Ovos de austeridade económica (afinal o país estava à beira da ruptura): aumento do Iva, aumento do Irs, agravamento das taxas de Irc, nova taxa sobre crédito ao consumo, corte nas transferências para as empresas públicas e autarquias, diminuição de 5% dos salários de políticos e gestores, etc., etc. Que mal que cheiravam os ovos! Afinal os ovos não eram de ouro e ainda por cima estavam podres!
E como se tal não bastasse, os ovos eram lançados e partiam-se todos. As galinhas estavam sempre a pôr outros ovos: o aumento de Irs era de 1% para salários até 2350 euros e de 1,5% acima deste valor. Não, afinal não era. Era de 1% para salários até 1350. Não, até 1250 euros. Era para ser aplicado a partir de Julho. Não, era para ter efeitos retroctivos a partir de Janeiro. Não, era para ser a partir de Junho e apanhar já o subsídio de férias. Afinal talvez fosse a partir de ontem (dia 23 de Maio e dia da moção de censura ao governo)! Mas não! O primeiro ministro diz que em Junho é que é!
Mas no dia 13 é que foi... Enquanto, em Fátima, os fiéis, os videntes e outros peregrinos se deliciavam com Papas doces, Papas móveis, Papas ópios, etc. , em Lisboa, as galinhas poedeiras, em Concílio Financeiro, depois de dançarem o tango e outros preliminares, puseram-se no choco e os ovos começaram a sair.
Ovos de austeridade económica (afinal o país estava à beira da ruptura): aumento do Iva, aumento do Irs, agravamento das taxas de Irc, nova taxa sobre crédito ao consumo, corte nas transferências para as empresas públicas e autarquias, diminuição de 5% dos salários de políticos e gestores, etc., etc. Que mal que cheiravam os ovos! Afinal os ovos não eram de ouro e ainda por cima estavam podres!

Que galinhas mais trapalhonas! Nem sequer conseguiram pôr ovos de ouro! Pelo menos desta vez! Quem sabe para a próxima!